O ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque, apontado
pelos investigadores da Lava Jato como um dos principais arrecadadores de
propina do PT, voltou a ser preso nesta segunda-feira, na décima fase da
operação, batizada de "Que país é esse?" - o título faz referência à
frase que Duque teria dito a seu advogado em novembro passado, quando foi preso
pela primeira vez. A prisão foi decretada depois que a força-tarefa da Lava
Jato encontrou em Mônaco a fortuna que Duque limpou de contas na Suíça -
documentos recebidos pelas autoridades brasileiras comprovam a movimentação do
dinheiro no país europeu. Foram bloqueados 20 milhões de euros (67,8 milhões de
reais) nas contas de Duque no principado. O Ministério Público verificou que,
mesmo depois de deflagrada a operação, Duque seguiu desviando dinheiro de suas
contas no exterior.
Relator dos processos Lava Jato no Supremo Tribunal Federal,
o ministro Teori Zavascki havia concedido liberdade a Duque em dezembro por
considerar que não era legítimo manter o investigado preso preventivamente com
base em argumentos de que, em liberdade, ele poderia fugir para o exterior.
Afilhado do mensaleiro José Dirceu, por indicação de quem
ocupou a Diretoria de Serviços, Duque foi preso em sua casa, no Rio de Janeiro,
na nesta manhã. O mandado expedido contra ele é de prisão preventiva, ou seja,
não há prazo estipulado para soltura. Ele é um dos principais alvos desta fase
da Lava Jato, ao lado do empresário Adir Assad, apontado como verdadeiro dono
de empresas utilizadas pelas empreiteiras para lavar dinheiro no esquema do
petrolão. Assad é velho conhecido da Justiça: foi um dos investigados pela CPI
do Cachoeira e também um dos alvos de inquérito da Polícia Federal nas
investigações sobre a empreiteira Delta. Assad foi preso em sua casa em São
Paulo
Nenhum comentário:
Postar um comentário
sua postagem será publicado após aprovação