O Governo do Estado renovou, de forma antecipada, o contrato
com o Banco do Brasil. Para a renovação, o banco vai pagar R$ 145,5 milhões,
quantia inferior aos R$ 230,4 milhões, que foram assegurados ao Estado em 2012,
ano da última prorrogação. A Secretaria de Planejamento informou ontem que a
operação custaria R$ 286 milhões. Mas serão abatidos 148,5 milhões “considerando que o contrato só
venceria em 2018”.
O valor, portanto, tem um desconto de 51% em relação ao que
o BB pagaria, se a prorrogação fosse no encerramento do contrato. O repasse à
Secretaria de Estado do Planejamento e das Finanças (Seplan) deverá ocorrer em
três parcelas a serem pagas ao longo de oito meses. A primeira delas deverá
entrar na conta do Estado ainda neste mês de maio. A Seplan informou que esse
recurso não será destinado o pagamento da folha de pessoal. “O Governo do
Estado não discute, neste momento, a utilização do Funfirn, embora a lei não
proíba”, assinalou o secretário Gustavo Nogueira. Até que a Assembleia
Legislativa autorize a criação do Fundo de Previdência Complementar, a Seplan
poderá sacar do Funfir. O projeto de lei sequer percorreu as comissões
pertinentes e não tem data de apreciação no Plenário da Assembleia. Os saques
já somam mais de meio bilhão de reais, enquanto o reembolso não passou dos R$
80 milhões. Além do cumprimento do pagamento da folha de maio em dia, o Governo
do Estado tem a missão de garantir a antecipação da primeira parcela do 13º
salário dos servidores no mês de junho. De acordo com Gustavo Nogueira, deverão
ser consumidos R$ 144 milhões, um aumento de 40% no valor da folha mensal. Os
recursos oriundos da renovação do contrato com o Banco do Brasil ingressarão no
fluxo do tesouro, sobretudo para fazer frente às funções clássicas de Saúde,
Segurança e Educação”, frisou o secretário. Sobre a renovação, Nogueira
argumentou que “o contexto macroeconômico atual adverso faz com que as contas
únicas dos Estados não sejam tão atrativas. Mesmo assim, o valor médio por
servidor foi absolutamente favorável ao Rio Grande do Norte”.
Com o negócio, o Banco do Brasil continuará a gerir uma
cartela de aproximadamente 100 mil clientes com vínculo com o Governo do
Estado, além das contas do Tesouro Estadual, oriundas da arrecadação de
impostos estaduais e multas de trânsito. E, ainda, as contas de repasses de
convênios firmados com a União. A referida
instituição bancária é, inclusive, responsável pelo depósito referente aos vencimentos da
folha de pagamento do funcionalismo público do Rio Grande do Norte.Sobre o
assunto, o superintendente do Banco do Brasil no estado potiguar, Raimundo
Perez Ferraz Júnior, só se posicionará na próxima semana, quando retornar de
uma viagem de trabalho, segundo informou a assessoria de imprensa. Um canal de
negociação chegou a ser aberto com a Caixa Econômica Federal (CEF), que recuou
quando informada do valor da multa que teria de pagar ao concorrente, caso
assumisse a gestão das contas. A multa seria de R$ 48 milhões, aproximadamente.
A assessoria de imprensa da instituição afirmou desconhecer o assunto e o
superintendente não foi localizado para comentar sobre.
Evolução dos contratos
Veja abaixo quanto o Governo do Estado já recebeu do Banco
do Brasil a partir da assinatura dos contratos de gestão das contas públicas.
2007
R$ 145.000.000,00
2009
R$ 182.483.301,67
2012
R$ 230.400.000,00
2015
R$ 145.500.000,01*
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