O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal
(STF), decidiu manter a prisão do ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato
Duque, investigado na Operação Lava Jato. Na decisão, o ministro entendeu que
não pode analisar o mérito do habeas corpus antes da decisão final do Superior
Tribunal de Justiça (STJ), que também rejeitou o pedido liminarmente.
Duque foi preso no dia 16 de março pela Polícia Federal por
determinação do juiz federal Sérgio Moro. Ele está preso no Complexo
Médico-Penal, em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. Segundo o juiz,
mesmo após a deflagração da Operação Lava Jato, em fevereiro de 2014, Duque
continuou cometendo crime de lavagem de dinheiro, ocultando os valores oriundos
de propinas em contas secretas no exterior, por meio de empresas offshore.
Para Sérgio Moro, 20 milhões de euros que foram bloqueados
em bancos na Suíça e em Mônaco não são compatíveis com a renda de Duque. O
ex-diretor também é acusado dos crimes de corrupção e fraude em licitação
durante sua gestão na Petrobras.
A defesa de Duque alega que a prisão é ilegal e que o
ex-diretor não cobrou propina de empreiteiras durante o período em que esteve
no cargo.
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