A polêmica atuação do árbitro Sandro Meira Ricci na vitória
do Chile sobre o Uruguai, na noite desta quarta-feira, em Santiago, deve ter
sido sua última na Copa América. A pressão dos dirigentes uruguaios e a análise
dos lances do jogo foram decisivos para que a Comissão de Arbitragem da
Conmebol decidisse não mais escalar o árbitro na sequência da Copa América. Não
foi uma exclusão oficial, mas o órgão vai argumentar que não haverá repetição
de juízes nos próximos jogos. A informação foi confirmada por um membro da Comissão
Disciplinar da Conmebol.
Os uruguaios criticaram duramente a arbitragem por causa das
duas expulsões, especialmente a do atacante Edinson Cavani, que foi provocado
pelo zagueiro Gonzalo Jara com uma “mão boba” antes de revidar com um tapa no
rosto. Ricci expulsou apenas Cavani.O uruguaio Wilmar Valdez, presidente da
Associação Uruguaia de Futebol (AUF), também é vice-presidente da Conmebol,
classificou a atuação como “vergonhosa”. “Eu vi o que fez o jogador chileno no
Cavani. Na verdade, é humilhante, muito pior do que a mordida de Suárez.
Literalmente, fez um exame retal. Foi terrível. Não pode ser que isso
aconteça”, disse Rafael Fernández, vice-presidente da AUF.Por causa da expulsão
e das agressões verbais ao árbitro brasileiro, Cavani pode ser suspenso por
mais de um jogo nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018 – a equipe uruguaia
ainda não poderá contar com Suárez em duas partidas do qualificatório por causa
da mordida em Chiellini no Mundial de 2014. Nas semifinais, o Chile aguarda
agora o vencedor do confronto entre Bolívia e Peru, nesta quinta-feira, às
20h30 (de Brasília), em Temuco.
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