A inflação no Nordeste em maio alcançou o índice de 9,7% no
acumulado de doze meses, superior ao verificado em âmbito nacional, de 9,3%,
para o mesmo período. A avaliação é do Escritório Técnico de Estudos Econômicos
do Nordeste (Etene), órgão de estudos regionais do Banco do Nordeste.De acordo
com o estudo, Fortaleza apresentou a maior taxa de elevação de preços na
região, chegando a 11%. Em seguida, aparecem Salvador, que registrou inflação
de 9,5%, e Recife, que assinalou índice de 9,2%, ligeiramente inferior à base
nacional.
Na avaliação mensal de maio, as três principais capitais do Nordeste
registraram variações positivas em comparação a abril. Fortaleza alcançou 1,0%;
Salvador, 0,9%, e Recife, 0,8%, todas com taxas superiores à média nacional para
maio, de 0,8%.O índice regional de inflação é composto por nove grupos de
preços. “Alimentos e bebidas”, que tem o maior peso no cálculo, foi o mais
significativo para o resultado de maio, no comparativo de doze meses. No
Nordeste, esse grupo alcançou 14,6% de inflação, ante 12,7% em nível nacional.Na
análise mensal, o grupo “Habitação” apresentou a maior elevação de preços no
Nordeste, crescendo 2,1% na região, índice puxado também pelos aumentos em Fortaleza (2,6%), Recife
(2,4%) e Salvador (1,8%).O índice regional de inflação do Etene é elaborado a
partir de metodologia própria e utiliza dados oficiais para construir base de
análise ampla, válida para toda a região. Ele é resultado de monitoramento
periódico do Etene e complementa as informações divulgadas mensalmente, no
âmbito nacional, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).O
trabalho é conduzido pelos funcionários do Banco do Nordeste Antônio Ricardo de
Norões Vidal (economista, mestre em Administração de Empresas) e Allison David
de Oliveira Martins (economista, mestre em Economia).
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