O Ministério Público do Rio Grande do Norte e a Polícia
Civil deflagraram, na manhã desta quinta-feira (14), a “Operação
Hipócrates”,com o objetivo de desbaratar a prática de crimes contra a
administração pública e contra a ordem econômica, em decorrência da fixação
abusiva de preços e do controle regionalizado do mercado de médicos por meio da
Clineuro, empresa contratada pelo Estado do Rio Grande do Norte
, através da Secretaria Estadual de Saúde, para prestar serviços de neurocirurgia.Investigações apontaram que a Clineuro, por meio de seu diretor, Kurt Clésio Morais Figueiredo Mendonza, vinha, ao longo dos útlimos anos, adotando práticas para monopolizar o mercado local de neurocirurgia, impondo condições excessivamente onerosas ao Estado do Rio Grande do Norte.
, através da Secretaria Estadual de Saúde, para prestar serviços de neurocirurgia.Investigações apontaram que a Clineuro, por meio de seu diretor, Kurt Clésio Morais Figueiredo Mendonza, vinha, ao longo dos útlimos anos, adotando práticas para monopolizar o mercado local de neurocirurgia, impondo condições excessivamente onerosas ao Estado do Rio Grande do Norte.
Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão,
expedidos pelo Juízo da 7ª Vara Criminal da Comarca de Natal, que também
aplicou várias medidas cautelares diversas da prisão a Kurt Clésio e à empresa
Clineuro.Com relação ao investigado, foram determinadas as seguintes medidas
cautelares: proibição de se ausentar da comarca; proibição de manter qualquer
tipo de contato, seja verbal, telefônico, telemático ou mesmo por escrito ou
ainda por terceiros, com qualquer médico neurocirurgião que não pertença aos
quadros da Clineuro; regime rigoroso de recolhimento domiciliar, no período das
20h às 6h, todos os dias da semana até ulterior deliberação judicial;
afastamento de qualquer função pública que exerça, e proibição de exercer novas
funções, especialmente as desempenhadas como médico, inclusive como médico
plantonista, junto a qualquer hospital, clínica, pronto-socorro ou outra
unidade de saúde qualquer sob administração da Secretaria de Estado da Saúde
Pública; e estipulação de fiança no valor de R$ 100 mil.
Já com relação à Clineuro, foi determinado, até nova ordem
judicial, que esta fica proibida de firmar qualquer novo contrato com o Estado
do Rio Grande do Norte, ou mesmo qualquer instrumento que vise à prorrogação
dos contratos atualmente em curso, ficando ressalvados apenas os contratos que
atualmente se acham em curso, que devem ser cumpridos com o máximo de zelo e
absoluto rigor pela empresa até seu termo final.
Confira aqui a decisão do juiz acerca da operação Hipócrates.
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