Albert Woodfox, de 68 anos, está detido em isolamento desde
18 de abril de 1972, por ter participado de uma rebelião que matou um guarda.
Ele nega qualquer envolvimento no crime.O juiz, James Brady, também proibiu a
promotoria de acusar Woodfox novamente. Ele já tinha sido processado duas vezes
pela morte do guarda, mas as duas condenações foram anuladas.Ainda assim, os
promotores estaduais afirmaram que devem recorrer da decisão "para terem
certeza de que esse assassino permaneça na prisão e seja responsabilizado por
suas ações".Woodfox e outros dois homens foram colocadas na solitária na
Penitenciária Estadual de Lousiana. Eles ficaram conhecidos como os Três de
Angola (Angola Three), já que a prisão fica próxima de uma antiga fazenda de
escravos chamada Angola.
Os outros dois homens – Robert King e Herman Wallace – foram
libertados respectivamente em 2001 e 2013. Wallace morreu logo depois de ser
libertado, enquanto aguardava um novo julgamento. A condenação de King foi
anulada.Até mesmo a viúva do guarda morto na rebelião se juntou ao movimento
pedindo a libertação dos três detidos. Inicialmente, os três foram presos por acusações
de roubo. Woodfox e Wallace pertenciam aos Panteras Negras, um grupo formado em
1966 que militava por autodefesa dos negros contra o racismo e a violência
policial.Durante todas essas décadas, os três negaram qualquer envolvimento com
os roubos em questão e sustentaram que foram presos por crimes que não
cometeram.Ao descrever seus 29 anos na solitária, King disse há três anos que
se manteve forte, mas que era extremamente assustador ver como outros entravam
em colapso por falta de contato humano.
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