quarta-feira, 8 de julho de 2015

Câmara Criminal nega Habeas Corpus para acusados de tentar roubar empresa de valores

A Câmara Criminal do TJRN negou provimento a um pedido de Habeas Corpus movido pela defesa dos supostos integrantes de uma organização criminosa, presos no dia 2 de maio, no bairro da Redinha. Eles estariam planejando um assalto à sede da empresa Brinks Segurança de Valores, no bairro do Bom Pastor, por meio da escavação de túneis.Na sustentação oral desta terça-feira (7), a defesa dos acusados argumentou que não existem provas que relacionem os envolvidos na suposta formação de quadrilha, visto que eles são de outros estados, como São Paulo e Ceará.

“Eles foram alvos de tortura e já pedimos a instauração de um inquérito para apurar a tortura”, acrescenta a advogada Mona Lisa Albuquerque de Lima, a qual ressaltou que os presos são, de fato, inocentes, e que não coagiram nenhum morador a participar de qualquer ação criminosa.“Estamos no aguardo da audiência de instrução porque eles estão presos pela gravidade do fato que foi alardeado na mídia e não, necessariamente, por provas encontradas e que os ligassem às denúncias”, refuta a defesa.
No entanto, a prisão cautelar dos acusados foi feita sob o argumento de que ela não representa violação ao princípio constitucional quando utilizada mediante a presença dos requisitos previamente estabelecidos em lei - existência dos indícios de materialidade e autoria delitivas - e, ainda, diante da necessidade de garantia da ordem pública, evitando-se a reiteração delituosa.
O caso
Segundo o auto de prisão em flagrante, policiais militares que buscavam um veículo roubado no bairro da Redinha, receberam a informação de um morador da localidade, de que numa casa alugada, próxima ao local, estavam vários homens em atitude suspeita, pelo que foi feito o cerco na residência, onde foram encontrados os acusados.
Ao ser feita uma revista na casa, os policiais encontraram diversos materiais que seriam utilizados para a prática de roubos a bancos, a caixas eletrônicos e cofres de grandes lojas. Consta, ainda, que um deles confessou que os materiais encontrados e apreendidos seriam utilizados para furar, cortar e serrar caixas eletrônicos.
Em continuação às investigações sobre a suposta quadrilha de assaltantes, policiais da Divisão Especializada em Investigação e Combate ao Crime Organizado (Deicor), dirigiram-se à rua Manoel Miranda, no bairro do Bom Pastor, onde se localiza a empresa Brinks Segurança de Valores, a fim de verificar se naquela região havia indícios de escavações de um túnel.Ao chegarem no local, encontraram uma cratera no interior da empresa e após buscas nos imóveis das imediações da empresa, encontraram em uma das casas diversos sacos de areia e, nos fundos, um compartimento com uma abertura no chão, que dava acesso a um túnel, que seguia em direção à Brinks.

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