segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Caern pretende gastar cerca de R$ 37 milhões com instalação de hidrômetros

Caern adquiriu 174 mil hidrômetros. Desse total, 55% será utilizado para substituição de equipamentos antigos.
A constante preocupação com a seca em todo o estado tem levado a Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) buscar cada vez mais alternativas para evitar o desperdício de água e, principalmente, controlar o uso clandestino do precioso recurso.
Recentemente, a autarquia anunciou a aquisição de 174 mil novos hidrômetros. De acordo com o assessor comercial da Caern, José Dantas, a maioria dos equipamentos será utilizada para substituir medidores já desgastados pelo longo tempo de uso. “A maior parte deses hidrômetros será para substituição. 55% para substituir e 45% para instalar pela primeira vez”.
O objetivo é deixar Natal totalmente coberta com hidrômetros e alcançar quase que a totalidade em todo o estado. Segundo Dantas, atualmente o índice médio de micromedição no RN é de 80%. A intenção é elevar esse número para 95%. “O nosso índice de micromedição, que é de 80%, já é bastante elevado em relação às outras empresas de saneamento. Ou seja, de cada 100 usuários, 80 tem hidrômetros e 20 não tem. Dos 80% que tem, uma parte já apresenta fadiga, alguns estão parados”, explica.
Para esse trabalho, o assessor informa que a Caern investirá quase R$ 37 milhões. “A Caern compra os hidrômetros, licita e quem fornece são os fabricantes credenciados. Esse valor de aquisição custou quase R$ 7 milhões. Além disso tem o processo de instalação dos medidores, o serviço de engenharia. A Caern faz outra licitação para instalar os medidores, com uma empresa de engenharia. O processo licitatório está em andamento, orçado em R$ 30 milhões”, detalhou José Dantas.

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Dantas argumenta que a medida é necessária para coibir as ligações clandestinas e evitar que o consumidor legal pague pelo abuso de terceiros. “No universo de 830 mil ligações cadastradas no estado. Desse total, 130 mil estão cortadas e 700 mil ativas. Essas ativas que pagam pela clandestinidade dos outros. Porque as pessoas continuam consumido à revelia da Caern”, disse.

À primeira vista, a iniciativa aparenta a intenção de aumentar a arrecadação com novos clientes. Contudo, o assessor refuta a ideia. “O problema da Caern não está mais nem voltado para a parte financeira. A preocupação é reduzir o consumo. Porque a gente está enfrentando uma crise hídrica grande, onde a oferta de água está bastante reduzida”, afirma.
Indo mais além, José Dantas é enfático. “O hidrômetro que já foi uma necessidade comercial, uma meta para aumentar o faturamento, hoje é visto como uma meta operacional para reduzir o consumo. Porque a gente não tem mais o produto para ofertar. A gente tem hoje 14 sistemas parados, sem condições de abastecimento. A Caern hoje volta a micromedição para reprimir o consumo de quem usa água sem controle em detrimento de quem está fiscalizado”, finaliza.

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