Contra fatos não há argumentos: o Brasil continua sendo o principal celeiro de jogadores do futebol mundial e das principais ligas do esporte. Foi através de números que o coordenador de Seleções, Gilmar Rinaldi, apresentou este cenário durante o 1˚ Encontro de Técnicos da Série A, realizado nesta segunda-feira na sede da CBF.
Em um dos quadros apresentados por Gilmar, com números de dois confrontos das quartas-de-final da Liga dos Campeões da Europa (um dos principais torneio de clubes do mundo), ficou claro o tamanho da influência do jogador brasileiro no cenário do esporte.
No jogo entre Barcelona e Paris Saint Germain, apenas a França tinha mais atletas que o Brasil: 9 contra 8 (a Espanha também tinha oito). Já no duelo entre Porto e Bayern de Munique eram nove brasileiros, mesmo número de alemães em campo. Espanhóis eram apenas cinco.
Outro levantamento mostra mais números expressivos da participação dos brasileiros na Liga dos Campeões da Europa. Com quatro equipes na competição, a Espanha lidera a lista de número de jogadores registrados na competição: 83. Já o Brasil, sem nenhum clube na disputa, obviamente, aparece em segundo nesta classificação com 76 atletas. Também com quatro times brigando pelo título, a Alemanha vem em terceira, mas com 20 jogadores a menos: 56.
- Não tem como dizer que o futebol brasileiro está em baixa. Ainda somos protagonistas do futebol mundial e existem muitos números para provar isso. E, se for levado em conta o número de jogadores naturalizados, alcançamos a Espanha. .
Este cenário apresentado por Gilmar Rinaldi reforça o que foi dito logo em seguida pelo técnico Dunga. Após viajar pelo mundo para estudar o futebol, conhecer centros de treinamento na Europa e observar tudo com muita atenção, ele chegou a uma conclusão:
Muito do que é tido como inovação lá fora já é feito há muito tempo no Brasil.
- Claro que temos muito o que evoluir e, se for da vontade de vocês, podemos convidar técnicos e profissionais estrangeiros para debatermos em novos encontros. Mas o que está claro para mim, depois das nossas visitas a centros de treinamentos da Europa e dos Estados Unidos, é que apenas a roupagem que eles dão aos treinamentos é diferente. O trabalho não muda.
Dunga ponderou que, ao analisar os números de jogadores brasileiros atuando no exterior, fica claro que o trabalho dos técnicos nacionais continua muito bem feito.
- Temos a obrigação de ver o que se está fazendo no exterior e trocar ideias, mas esses números apresentados provam que o trabalho de todos vocês é excelente.
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