Na proposta apresentada, o Tribunal Regional Federal da 5ª
Região – TRF5 terá um incremento de oito magistrados, aumentando para 23
desembargadores. Segundo o CNJ, o TRF5 possui um fluxo processual controlado e
é bem administrado, porém apresenta sinais de exaustão pela pressão no aumento
das varas federais. Assim, é esperada a criação de 285 cargos e funções para o
TRF5, sendo 8 cargos de juiz; 178 cargos efetivos, entre analistas e técnicos
judiciários; 35 cargos em comissão e 64 funções comissionadas.
Como consta no parecer, a situação dos TRFs demanda atenção,
pois passam por profundo processo de reestruturação, que visam a acelerar o
quantitativo de processos julgados sem que haja perda na qualidade da prestação
jurisdicional. “Entendo que essas circunstâncias se mostram suficientes a
revelar a possibilidade de autorizar a criação de todos os cargos e funções
postulados”, defendeu em seu voto a conselheira-relatora, Maria Cristina
Peduzzi.
Para a emissão de parecer pelo CNJ são feitas avaliações
técnicas pelo Departamento de Acompanhamento Orçamentário (DAO) e Departamento
de Pesquisas Judiciárias (DPJ), ambos pertencentes ao Conselho, conforme o
disposto na Resolução CNJ nº 184/2013, que estabelece a necessidade de parecer
do CNJ sobre anteprojeto de leis. A despesa prevista com a criação dos cargos é
de R$ 266.914.385,34 para este ano, se repetindo com acréscimos nos anos de
2016 e 2017.O anteprojeto segue para apreciação do Congresso Nacional.
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