O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte e a Federação
das Indústrias do RN (Fiern) renovaram na manhã de hoje o convênio para
promoção de cursos profissionalizantes para cumpridores de penas e medidas
alternativas, apenados do regime aberto e beneficiados com o livramento
condicional. Apenas no ano de 2014, 119 pessoas nessas condições foram
encaminhadas pelo programa Novos Rumos na Execução Penal, do TJRN, para
aprendizagem de profissões como eletricista industrial, soldador, torneiro mecânico
e costureiro industrial em cursos oferecidos por órgãos ligados à Fiern.
Ao assinar o segundo Termo Aditivo ao Convênio nº 13/2013-TJ
juntamente com o presidente da Fiern Amaro Sales, o desembargador Claudio
Santos destacou a importância da parceria entre as instituições possibilitando
aos detentos o exercício de uma profissão. “Essa parceria demonstra a
necessidade de integração de toda a sociedade no sentido de atender a lei no
que trata de oportunizar aos detentos voltarem a ter uma vida normal em sociedade.
Queremos oportunizar a ressocialização dos apenados para que eles voltem a
conviver em sociedade”, ressaltou o presidente do TJRN.Claudio Santos falou
sobre a intenção do Judiciário potiguar em ampliar as oportunidades de
ressocialização dos presos em parcerias com todos os segmentos sociais do RN.
“Pretendemos ampliar para outros setores da atividade privada do RN, de maneira
a envolver cada vez mais todos os segmentos sociais nesse propósito de fazer
mais humano o sistema penitenciário do RN”.
O presidente da Fiern disse que a entidade vem dar sua
contribuição para a Justiça do RN e para a sociedade, principalmente para as
pessoas que não tiveram a oportunidade da ressocialização. “Entendemos que esse
trabalho desenvolvido pelo TJ em parceira com o Sistema Fiern traz dias
melhores para pessoas esquecidas no anonimato, trazendo a oportunidade de terem
uma vida profissional”.
Amaro Sales incentivou outros segmentos da sociedade a se
envolverem nesse trabalho. “Uma grande contribuição pode ser dada no futuro.
Entendemos que a sociedade como um todo precisa fazer sua parte. Nesse momento
a indústria do RN, através do Sistema Fiern, e o Tribunal de Justiça estão
fazendo essa parte”.O novo aditivo prorroga o prazo de vigência do Convênio até
10 de maio de 2016, passando a totalizar 36 meses.
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