
O rotativo do cartão de crédito quando o cliente não consegue pagar o valor
total da fatura, deixando um saldo para o mês seguinte, sobre o qual incide a
cobrança de juros altos — pode estar com os dias contados. A Associação
Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) quer reduzir
gradativamente o uso da modalidade, até encerrá-la. Segundo a entidade, apesar
das altas taxas pagas pelos usuários, o negócio não é vantajoso, gerando mais
perdas do que ganhos.De acordo com a Abecs, além de gerar prejuízos que
terminam em calotes, há despesas com cobranças, sem contar o fato de a
pendência afetar a relação da instituição financeira com o cliente.
Isso porque
os juros do rotativo passam de 400% ao ano, e a inadimplência chegou a 36%. A
situação piorou, e muito, com o aumento do desemprego.Por isso, uma das
alternativas em estudo seria limitar o tempo máximo que um cliente poderia
ficar no rotativo. A partir daí, a dívida seria transferida para uma linha de
crédito com juros menores. Isso poderia vigorar por um tempo, até que a
modalidade seja extinta. Qualquer mudança, no entanto, dependeria de aprovação
do Banco Central (BC).Segundo a Abecs, quando o cliente decide procurar a
administradora e parcelar a dívida, os juros caem a 150% ao ano. Ainda de
acordo com a entidade, a opção pelo rotativo responde, hoje, por 20% dos
recursos movimentados pelos usuários de cartão.
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